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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Festival de Cinema de Berlim 2016: os vencedores






A lista dos ganhadores dos prêmios do Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano


A 66ª edição do terceiro mais importante festival de cinema do mundo chegou ao fim neste fim-de-semana, tendo anunciado ontem os grandes vencedores da premiação.

A imigração é o tema do momento no cinema, especialmente nos festivais europeus. O contundente filme francês Dheepan – o Refúgio (Dheepan), do cineasta Jacques Audiard, recebeu a Palma de Ouro de Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2015 e, agora, o documentário franco-italiano Fogo ao Mar (Fuocoammare/Fire at Sea) acabou de ser premiado, tendo ganhado o Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim.




O vencedor do principal prêmio do evento foi dirigido pelo cineasta Gianfranco Rosi e foca na ilha italiana de Lampedusa, que passou a ter grande atenção mundial nos últimos anos por ser porta de entrada na Europa de centenas de milhares de refugiados africanos.

O segundo mais importante prêmio, o Urso de Prata de Melhor Diretor, foi recebido pela francesa Mia Hansen-Love (L’Avenir/Things to Come), a mesma de Adeus, Primeiro Amor (Goodbye First Love, 2011), tendo como protagonista a aclamada atriz francesa Isabelle Huppert.




O Grande Prêmio do Júri foi entregue ao cineasta bósnio Danis Tanovic, em função do filme Morte em Saraievo (Smrt u Sarajevu/Mort à Sarajevo/Death in Sarajevo). O diretor já havia recebido o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2002 pelo filme Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001).




A dinamarquesa Trine Dyrholm foi a vencedora do Prêmio de Melhor Atriz, por sua atuação em Kollektivet (The Commune), do cineasta Thomas Vinterberg (Festa de Família/The Celebration, 1998, Submarino, 2010, A Caça/The Hunt, 2012, e Longe Deste Insensato Mundo/Far from the Madding Crowd, 2015).




Por sua vez, o Urso de Prata de Melhor Ator foi entregue ao tunisiano Majd Mastoura, pela sua interpretação em Hedi (Inhebbek Hedi), que também recebeu o Prêmio de Melhor Filme de Diretor Estreante, o também tunisiano Mohamed Ben Attia.




A Lullaby to the Sorrowful Mystery (Hele Sa Hiwagang Hapis), do diretor filipino Lav Diaz, ficou com o Prêmio Alfred Bauer (Urso de Prata a longa-metragem com novas perspectivas). O filme retrata a Revolução Filipina do final do século XIX utilizando-se de elementos fantásticos. O cineasta é o mesmo dos premiados Norte, o Fim da História (North, the End of History, 2013) e Do Que Vem Antes (Mula Sa Kung Ano Ang Noon, 2014).




O Urso de Prata de Melhor Roteiro foi entregue ao roteirista e diretor polonês Tomasz Wasilewski (United States of Love/Zjednoczone Stany Milósci).




O Prêmio do Público (Mostra Panorama) foi recebido pelo filme Junction 48, do diretor israelense Udi Aloni.




O Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem premiou o filme português Balada de um Batráquio (Batrachian’s Ballad), da diretora Leonor Teles, 23 anos, a mais jovem a receber o Urso de Ouro desde a criação do festival há 66 anos. É um filme sobre a prática comum em Portugal de colocar sapos de louça perto da porta dos estabelecimentos comerciais para evitar a entrada de ciganos, aproveitando-se da superstição que eles têm em relação ao animal.




O Festival não oferece prêmio específico para melhor trilha sonora ou animação.

O Brasil não recebeu nenhum prêmio da mostra competitiva (não concorria) ou paralela deste ano.

A lista completa dos vencedores pode ser acessada no site do festival.

O trailer em HD do filme vencedor do principal prêmio pode ser conferido aqui: https://www.youtube.com/watch?v=D_N1GR929lU (Fuocoammare).


Fontes das informações: www.berlinale.de e www.imdb.com.


Para encontrar os demais posts relativos a premiações e festivais de cinema, saber mais sobre os filmes ou para conferir se um determinado filme já está disponível em blu-ray ou DVD, basta clicar sobre o marcador correspondente, logo abaixo desta dica, ou utilizar o buscador disponível na parte superior do blog à esquerda.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Festival de Cinema de Berlim 2016: os competidores



O cinema mundial se encontra na capital da Alemanha




Um dos mais respeitados e tradicionais festivais de cinema do mundo está chegando à sua 66ª edição. Trata-se do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que será realizado de 11 a 21 deste mês de fevereiro, uma semana antes do Oscar.




O Brasil costuma ter boa receptividade no evento, como ocorreu em 1998 com a premiação de Central do Brasil (Central Station), dirigido pelo talentoso Walter Salles. O longa trouxe para casa o Urso de Ouro de Melhor Filme, o Urso de Prata de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro e o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Ecumênico.

Neste ano, contudo, não teremos participantes na competição principal, mas apenas nas mostras paralelas. Um dos representantes brasileiros é o curta-metragem capixaba Das Águas que Passam, do cineasta Diego Zon, que concorre ao Urso de Ouro de Melhor Filme em Curta-Metragem. A Mostra Panorama conta com a exibição de Antes o Tempo Não Acabava (Sérgio Andrade e Fábio Baldo) e Mãe Só Há Uma, da cineasta Anna Muylaert, a qual recebeu o prêmio do público de Melhor Filme em 2015, por Que Horas Ela Volta? (The Second Mother).


cena do curta capixaba Das Águas que Passam


Os participantes que concorrem ao Urso de Ouro de Melhor Filme em Longa-Metragem em 2016 são os seguintes, por ordem alfabética:

1) 4 Wochen (24 Weeks), de Anne Zohra Berrached (Alemanha);

2) Alone in Berlin, de Vincent Perez (Alemanha/França/Reino Unido);

3) Boris sans Béatrice (Boris without Béatrice), de Denis Côté (Canadá);

4) Cartas da Guerra (Letters from War), de Ivo Ferreira (Portugal);




5) Chang Jiang Tu (Crosscurrent), de Yang Chao (China);

6) Ejhdeha Vared Mishavad! (A Dragon Arrives!), de Mani Haghighi (Irã);

7) Fuocoammare (Fire at Sea), de Gianfranco Rosi (Itália/França);

8) Genius, de Michael Grandage (Reino Unido/EUA);




9) Hele Sa Hiwagang Hapis (A Lullaby to the Sorrowful Mystery), de Lav Diaz (Filipinas/Singapura);

10) Inhebbek Hedi (Hedi), de Mohamed Ben Attia (Tunísia/Bélgica/França);




11) Kollektivet (The Commune), de Thomas Vinterberg (Dinamarca/Suécia/Holanda);


12) L’Avenir (Things to Come), de Mia Hansen-Love (França/Alemanha);

13) Midnight Special, de Jeff Nichols (EUA);

14) Quand on a 17 ans (Being 17), de André Téchiné (França);

15) Smrt u Sarajevu (Mort à Sarajevo/Death in Sarajevo), de Danis Tanovic (França/Bósnia e Herzegovina);

16) Soy Nero, de Rafi Pitts (Alemanha/França/México);




17) Zero Days, de Alex Gibney (EUA);

18) Zjednoczone Stany Milósci (United States of Love), de Tomasz Wasilewski (Polônia/Suécia).


Para contextualizar um pouco, aqui estão algumas curiosidades sobre parte dos filmes concorrentes:

- 24 Weeks: trata do dilema de uma grávida de 6 meses que descobre que o filho terá síndrome de Down e um sério problema no coração;

- Alone in Berlin: o diretor é mais conhecido como ator (O Tempo Redescoberto/Time Regained, 1999; A Rainha Margot/Queen Margot, 1994); traz no elenco a famosa atriz Emma Thompson, vencedora de 2 Oscar e vários outros prêmios;




- Fire at Sea: o documentário é focado na ilha italiana de Lampedusa, que passou a ter grande atenção mundial nos últimos anos por ser porta de entrada na Europa de centenas de milhares de refugiados africanos;

- Genius: biografia do lendário editor de livros Mark Perkins, descobridor de Ernest Hemingway e Thomas Wolfe; primeiro filme do diretor, que traz no elenco os famosos e talentosos Nicole Kidman, Jude Law e Colin Firth;

- A Lullaby to the Sorrowful Mystery: Revolução Filipina do final do século XIX com elementos fantásticos; do mesmo diretor dos premiados Norte, o Fim da História (North, the End of History, 2013) e Do Que Vem Antes (Mula Sa Kung Ano Ang Noon, 2014);

- The Commune: dirigido pelo integrante do movimento Dogma e responsável pelos filmes Festa de Família (The Celebration, 1998), Submarino (2010), A Caça (The Hunt, 2012) e Longe Deste Insensato Mundo (Far from the Madding Crowd, 2015);




- Things to Come: da mesma diretora de Adeus, Primeiro Amor (Goodbye First Love, 2011), é protagonizado pela premiada atriz francesa Isabelle Huppert;





- Midnight Special: do mesmo diretor de Amor Bandido (Mud, 2012) e do intrigante O Abrigo (Take Shelter, 2011), traz a eterna namorada do Homem-Aranha, Kirsten Dunst;




- Being 17: do experiente diretor francês que dirigiu Rosas Selvagens (Wild Reeds, 1994) e Rendez-vous (1985);

- Death in Sarajevo: do mesmo diretor do premiado Terra de Ninguém (No Man’s Land, 2001) e Inferno (Hell, 2005);
  
- Soy Nero: filme do mesmo diretor do iraniano A Quinta Estação (Season Five, 1997).


Agora é torcer para que todos sejam lançados em breve no Brasil, tanto nos cinemas como em blu-ray e DVD.

Antes, porém, que tal conferir os trailers em HD de dois participantes do festival? Os links são os seguintes:






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