A
lista dos ganhadores dos prêmios do Festival Internacional de Cinema de Berlim
deste ano
A 66ª
edição do terceiro mais importante festival de cinema do mundo chegou ao
fim neste fim-de-semana, tendo anunciado ontem os grandes vencedores da
premiação.
A imigração
é o tema do momento no cinema, especialmente nos festivais europeus. O
contundente filme francês Dheepan – o Refúgio
(Dheepan), do cineasta Jacques Audiard, recebeu a Palma de Ouro de Melhor Filme
do Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2015 e, agora, o documentário franco-italiano
Fogo ao Mar (Fuocoammare/Fire at Sea)
acabou de ser premiado, tendo ganhado o Urso
de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim.
O vencedor do principal prêmio do evento
foi dirigido pelo cineasta Gianfranco Rosi
e foca na ilha italiana de Lampedusa, que passou a ter grande atenção mundial
nos últimos anos por ser porta de entrada na Europa de centenas de milhares de
refugiados africanos.
O segundo mais importante prêmio, o Urso de Prata de Melhor Diretor, foi
recebido pela francesa Mia Hansen-Love
(L’Avenir/Things to Come), a mesma
de Adeus, Primeiro Amor (Goodbye First
Love, 2011), tendo como protagonista a aclamada atriz francesa Isabelle Huppert.
O Grande
Prêmio do Júri foi entregue ao cineasta bósnio Danis Tanovic, em função do filme Morte em Saraievo (Smrt u Sarajevu/Mort à Sarajevo/Death in
Sarajevo). O diretor já havia recebido o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em
2002 pelo filme Terra de Ninguém (No
Man’s Land, 2001).
A dinamarquesa Trine Dyrholm foi a vencedora do Prêmio de Melhor Atriz, por sua atuação em Kollektivet (The Commune),
do cineasta Thomas Vinterberg (Festa
de Família/The Celebration, 1998, Submarino, 2010, A Caça/The Hunt, 2012, e
Longe Deste Insensato Mundo/Far from the Madding Crowd, 2015).
Por sua vez, o Urso de Prata de Melhor Ator foi entregue ao tunisiano Majd Mastoura, pela sua interpretação
em Hedi (Inhebbek Hedi), que também
recebeu o Prêmio de Melhor Filme de
Diretor Estreante, o também tunisiano Mohamed
Ben Attia.
A
Lullaby to the Sorrowful Mystery (Hele Sa Hiwagang Hapis), do diretor filipino
Lav Diaz, ficou com o Prêmio Alfred
Bauer (Urso de Prata a longa-metragem
com novas perspectivas). O filme retrata a Revolução Filipina do final do
século XIX utilizando-se de elementos fantásticos. O cineasta é o mesmo dos
premiados Norte, o Fim da História
(North, the End of History, 2013) e Do
Que Vem Antes (Mula Sa Kung Ano Ang Noon, 2014).
O Urso
de Prata de Melhor Roteiro foi entregue ao roteirista e diretor polonês Tomasz Wasilewski (United States of Love/Zjednoczone Stany Milósci).
O Prêmio
do Público (Mostra Panorama) foi recebido pelo filme Junction 48, do diretor israelense Udi Aloni.
O Urso
de Ouro de Melhor Curta-Metragem premiou o filme português Balada de um Batráquio (Batrachian’s
Ballad), da diretora Leonor Teles,
23 anos, a mais jovem a receber o Urso de Ouro desde a criação do festival há
66 anos. É um filme sobre a prática comum em Portugal de colocar sapos de louça
perto da porta dos estabelecimentos comerciais para evitar a entrada de
ciganos, aproveitando-se da superstição que eles têm em relação ao animal.
O Festival não oferece prêmio específico
para melhor trilha sonora ou animação.
O Brasil
não recebeu nenhum prêmio da mostra competitiva (não concorria) ou paralela deste
ano.
A lista
completa dos vencedores pode ser acessada no site do festival.
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